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:: Wednesday, September 11, 2002 ::

Navegando pela rede de computadores, acessei o site da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). Logo na abertura aparece a figura de um carteiro caminhando, uma imagem que me desperta um tesão incrível.
Desde muito cedo senti atração por carteiros e homens fardados em geral. Lembro-me claramente de um determinado funcionário dos Correios que batia todos os dias à porta da minha casa. Eu costumava ficar só às tardes, quando meus pais e irmã seguiam para o trabalho. Seu rosto desfigurou-se com o tempo, mas algumas de suas características vêm à tona quando vejo seus colegas de profissão, envoltos naquelas roupas que contornam as formas, privilegiando certos volumes.
Ele possuía muitos pêlos. Os fios brotavam da camisa pólo amarela, negros e abundantes. Eles estavam presentes em seus braços fortes, também. Se eram assim as partes visíveis, minha imaginação completava seu corpo, com uma pelugem grossa nas pernas e nos bagos. Amava imaginar seu bagos, grandes como seu tronco e a cintura, balançando ao sabor da caminhada diária. O suor descendo-lhe pela testa, seu caralho abafado na cueca de algodão. Ele parecia um homem rude, de linhas clássicas mas pensamentos toscos. Talvez por isso tivesse um ofício tão mecânico, sem muitas elucubrações diárias.
Quando batia à porta de casa, eu demorava para atendê-lo, observando-o pela janela do quarto de meus pais, que dava para o portão de entrada do sobrado. Era o único momento em que eu podia vislumbrá-lo sem o receio de ser visto. Então eu o admirava, olhava fixamente para seu pau sob a calça, os mamilos forçando o tecido da camisa amarela. E ele suava. Desejava lamber-lhe o suor da testa, os cabelos negros e levemente cacheados. Pegar suas mãos grandes e enfiá-las entre minhas nádegas, forçá-las para dentro.
Havia dias em que meu desejo era tão forte e a aparente impossibilidade de tê-lo era tão insuportável que eu corria nu até a janela quando ele tocava a campainha, e socava meu cacete imaginando que a minha mão era seu corpo, sua barba por fazer se esfregando contra a minha pele infantil. Eu o fazia grande, seus braços e pernas imensos me envolvendo, num tapete azul e amarelo infinito que se formava ao redor do seu corpo. E ali, na cama bicolor gigante, brincávamos por horas, ele entrava e saía de mim, de minha casa, da minha infância branca e preta. Ele era um balde de tintas patrióticas que me invadia as entranhas, os órgãos, bicolorindo meu sangue. Eu fluia pelo seu uniforme, exalando felicidade, enxugando sua pele transpirada. Meu sonho era acompanhá-lo em suas andanças, colado, seu tarolo balançando dentro de mim enquanto caminhávamos em fila indiana.
Cresci, mas meu desejo pelos carteiros não se perdeu pelos anos. Do contrário, só aumentou. Tanto que hoje ainda observo os que trazem as correspondências da empresa, e volto a balançar em suas roupas íntimas, imaginando o momento em que eles fluirão, densos e bicolores, em minha veias...

:: Rizito 9/11/2002 05:27:00 PM [+] ::
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