:: EDP - Erotic Dreams Project ::

This blog contains some of my daily thoughts... As I usually think about sex, then I called it EDP. Hope you have A LOT of fun...
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:: Friday, August 16, 2002 ::

VIAGEM

Quero estar na sua bebida. Eu te observo, e a cada gole, cada trago minha excitação se intensifica. Estou lá, boio em seu copo. Até que você me sorve. Nu, me espalho em sua língua, meus mamilos raspam em seus dentes fortes, lisos. Me esfrego no céu da sua boca, o abismo da garganta se aproxima. Sinto meu traseiro friccionar sua traquéia. Sei que estou dentro de você, descendo, descendo... Como é bom ser abraçado por suas mucosas, seus movimentos peristálticos me deixam louco de tesão, a massagem que eles fazem no meu corpo, no meu sexo, na minha bunda. Estou num tunel escuro, que me espreme, me abraça, me cutuca, num movimento descendente e incessante. Até que desabo na imensa piscina ácida do seu estômago.
Sou bebê. Sinto o líquido envolver minha pele, entrar pelos meus poros. Seu veneno corrói minha matéria, me parte em centenas de pedaços. Invade minhas entranhas, as estraçalha, rasga minha seda enrugada de nervos. Meus mamilos se partem na erosão, um estouro de rosas, escarlates e púrpuras. Estou desfeito. Sou muitos, em milhões de partículas que se espalham pelo seu sangue, suas células, sua vida. Eu pulso em cada mínimo espaço que compõe sua carne, fodo suas células, as martirizo.
Meu reencontro se dá em tantos lugares do seu íntimo... O que mais gosto são seus bagos, saber-me sua fonte da vida. Condensado, me torno um rio pastoso, numa cânula quente e estreita. Vou e volto diversas vezes, numa só noite, e acabo explodindo na manhã seguinte. Vôo numa velocidade alucinante, um trem-bala rumo ao desconhecido.
O outro lugar é igualmente sombrio. Não estou só. Há uma massa ocre contra a qual me debato, me fundindo na pasta e nas paredes. Tudo é cálido, vibrante e circular. Ele me absorve, mas eu o desconheço. Não estou mais em você; me desespero. Não quero mais ninguém. Havia algo perturbador em seu sangue. O novo ambiente me separa, me desfaz. Torno-me o outro. Ira. Sou sua morte.
:: Rizito 8/16/2002 01:33:00 PM [+] ::
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:: Thursday, August 15, 2002 ::
Na minha infância, na escola, todos queriam ter animais de estimação. Gatinhos, papagaios, cachorros, cada tipo era escolhido de acordo com a personalidade de seu dono.
Pois eu queria ter um falo. Um falo de estimação. Não importaria a cor dele, desde que viesse correndo para mim sempre que chegasse do colégio. Eu entraria saltitando porta adentro, os cadernos e livros voariam para cima do sofá, e lá viria ele, negro ou da cor do leite, para os meus braços. Ele chegaria até mim, me lamberia, e enquanto eu o abraçasse, ele me lambuzaria.
Então eu seguiria contente para a cozinha, e antes que eu pudesse me sentar para o almoço, lá estaria ele, na minha cadeira preferida. De vingança, eu pularia sobre ele, e me sentaria esmagando-o contra a madeira do assento. Machucadinho, eu o tiraria debaixo de mim, e lhe daria beijinhos para que se recuperasse depressa.
Meu falo teria muito medo de raios e trovões. Nas noites de chuva, eu deixaria a porta do quarto entreaberta. Após o primeiro lampejo da tempestade que se anunciaria, ele viria correndo para mim, querendo se proteger do dilúvio, entraria sorrateiro por debaixo das minhas cobertas. Não contente, ele passaria pelo elástico do pijama e se abrigaria na minha bundinha infante. Eu só acordaria depois que ele estivesse dentro de mim, tremendo de aflição. Eu o abrigaria feliz, como se abriga um filho.
Mesmo depois de adulto, sempre quis meu falo de estimação. Um que me recepcionasse ao chegar cansado do trabalho, que ficasse ao meu lado enquanto estudo. Eu seria sua casinha, seu companheiro, por toda a vida.
:: Rizito 8/15/2002 01:30:00 PM [+] ::
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Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus

Eu amo meu caralho. Sou por demais foda para ter uma xoxota. Aliás, os homens são mais privilegiados que as mulheres porque são dotados de taco e caçapa.
Talvez Deus tenha sido injusto com as mulheres. Talvez. Mas o fato é que só Ele saberia dizer porque somos superiormente interessantes. E somos.
As mulheres gestam crianças, você poderia me dizer. Mas eu lhe afirmou que não preciso pôr um outro indivíduo no mundo para me provar vivo. O simples fato de estar aqui e pensar no meu cacete me torna existente, atuante. O simples fato de poder usá-lo me torna parte do mundo.
Posso ter peitos, mas para as mulheres é difícil tirá-los. Sobram-lhe as cicatrizes. Sou superior porque sou macho e fêmea, sou moldável. Não preciso de saltos para me sentir mulher, enquanto nem de ternos mulheres parecem homens.
Você poderia me dizer que ama sua xoxota. Pois eu lhe digo que vivo em função do meu pau. Sem ele, não existiria. Mulheres têm filhos, deveres e responsabilidades. A sociedade lhes impões isso. Minha única obrigação é com meu prazer, meu gozo.
:: Rizito 8/15/2002 01:18:00 PM [+] ::
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:: Wednesday, August 14, 2002 ::
Ao andar na rua, consigo sentir o cheiro dos sexos dos homens. Consigo vê-los pulsar sob a roupa, os pêlos friccionando o tecido. Vejo suas coxas no movimento contínuo, os músculos contraindo, se distendendo. Máquinas de locomoção e fontes inspiradoras de masturbações, eu as vejo grossas e finas, abertas, cruzadas. Eu as vejo para cima e em V enquanto fodo o buraco entre elas, eu as lambo. Eu lambo mentalmente todas as pernas que desfilam pela rua, abaixo suas meias, subo lentamente, exploro a traseira dos joelhos, mordo as coxas, me enfio na bunda, minha cara comprimida entre as nádegas dos passantes. Eu fodo todos os transeuntes sem sua permissão, porque eles não sabem que estão sendo fodidos no meu cérebro.
Eu me agarro atrás deles. Meto meu caralho em seus cus sem piedade. Pouco me importa a dor que sentem, eu os quero e todos serão meus. Magros, baixos, altos, loiros, gordos, uma profusão de homens todos feitos para mim. Todos os homens do mundo são meus, eu os como e me arregaço para que entrem e fodam a minha carne e espalhem sua porra em minhas vísceras. Minha carne é a sua carne.
Gosto de pesquisar suas nucas, adoro nucas raspadas, o cabelo baixo. Olho para os pescoços grossos, com veias saltadas. Quero maculá-los de púrpura. Gosto de olhar suas mãos. Sempre me pergunto se elas têm pêlos, se são cheinhas ou mais finas. Sempre chupo seus dedos, os enfio no traseiro. Adoro os mais grossos, grudados na mão peluda, grande. Na cama, me quero todo ligado ao meu homem, o pau na minha bunda, a língua cutucando minhas orelhas, e seus dedos na minha boca. Gosto da sensação do cacete entrando embaixo enquanto o dedo entra em cima. Como um imenso gancho. Necessito estar sempre enganchado a um macho, tentando supostamente me desvencilhar dele.
E seus mamilos! Gosto dos mamilos rosáceos, grandes e saltados, como se me pedissem para beijá-los, mordê-los. Como se me desafiassem. Como é bom sugá-los! E ter os meus sugados, também. Quando os sugam, sinto uma eletricidade irradiando de cima a baixo, como se o botão de endurecer caralhos tivesse sido ligado, meu corpo como uma imensa planta carnívora querendo destroçar e digerir meu parceiro.
Adoro chupar suas flores. Aquelas, que eles trazem entre as coxas. Aquelas que desabrocham suaves ao toque de minhas mãos ou minha língua. Existo porque os cacetes existem, porque me transpassam, porque adentram minha boca, meu traseiro, remexem meu íntimo. Porque me menosprezam com seu líquido alvo, pastoso. Porque sua essência se entrepõe entre minha gengiva e a língua, desliza goela abaixo.
Tive o privilégio de nascer homem para ter um caralho atrelado à minha matéria. E saber que sempre haverá mais de um caralho. Vivo porque sou homem, e os homens vivem.
:: Rizito 8/14/2002 12:16:00 PM [+] ::
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:: Tuesday, August 13, 2002 ::
Estranhamente, me senti atraído por ele.
Desde que fiz a terapia e comecei a escrever sobre sexo, tenho sentido uma curiosidade absurda por coisas além do meu cotidiano, bizarrices e situações amorais. Isso inclui gostar de tipos físicos que normalmente não me atraem.
Foi isso que ocorreu com o cara de sábado. Ele era um tipo franzino, com imensos olhos verdes. Ainda que rodeado por algumas poucas rugas, a expressividade de seus olhos, e sua fragilidade, me incitaram a estar próximo dele. A vodka inebriou minha timidez, então comecei a me aproximar, ainda que reticente. Ao perceber meu interesse, ele tentou parecer sensual, mas sua fisionomia o assemelhou a um louco. Ele me olhava como um maníaco, quando este se fixa em sua presa, a faca atrelada à cintura. Ligados pelo olhar, suas mãos começaram a tocar as minhas carinhosamente, e pude sentir sua respiração próxima. Ele estava sem camisa, o corpo suado, a calça jeans caindo pela cintura. Era uma figura simplória, mas inspiradora. Senti vontade de beijá-lo, tocá-lo de alguma forma. Ele, percebendo minha abertura, roçou meu corpo, nossos lábios colaram, passando ao movimento frenético em seguida. Seu cavanhaque machucava minha pele; em contrapartida, seus cabelos macios deslizavam por entre meus dedos.
Ficamos nos amassando sofregamente na pista de dança. Tanto que a excitação começou a tomar conta de nós, as pessoas começaram a nos fitar, encabuladas. Nessas horas meu lado exibicionista se ilumina, provoca, pisca. Quero mesmo é que todos me invejem, por isso sugo meu parceiro, mordo, me esfrego nele, lambo seus mamilos.
Além do desejo, senti pena dele. Senti pena porque somos humanos, frágeis, perecíveis. Imperfeitos, aquele mundo de corpos desfilava na boate, munido de músculos, mas... sempre há algo que falta. Sempre estamos à procura de uma coisa intangível e inexplicável. Tentamos nos embebedar da vida e quão ridículos nos tornamos! Mesmo para escrever essas toscas linhas, quão ridículo me torno!
Após o embate na pista de dança, fomos para sua casa, o tesão se misturava à compaixão, e já não sabia mais definir o que sentia por ele. Tinha vontade de me esfregar naquele tecido fino que revestia sua carne, embebê-lo em saliva, digerí-lo. Chegando lá, fomos para seu quarto aos trancos, derrubando abajures, enrugando tapetes, batendo portas. Caímos na cama, e nos misturamos, braços, pernas, cabelos, pêlos, caralhos. Ele parecia querer arrancar minha bunda, tal a força que aplicava nos dedos ao segurar minhas nádegas. Então, parou de súbito. Eu o olhei, o verde dos olhos incorporados à penumbra. Ele se levantou em silêncio. Nu, foi até o guarda-roupa, abriu uma das portas, tirou uma caixa vermelha de dentro. Virou-se novamente para mim, me estendeu a caixa, pediu que eu a abrisse. Foi o que fiz: abri a embalagem vermelha. Lá havia um amontoado de renda preta. Não entendi do que se tratava, comecei a remexer o fino bordado. Percebi que aquilo era, na verdade, uma cinta-liga, um sutiã e luvas de mulher. Ele me pediu que eu as vestisse. Por que eu me incomodaria em vestir aquilo, se tal atitude lhe despertava mais tesão?
Quando já havia incorporado sua puta com os elementos que ele me dera, o rapaz franzino me mostrou mais um acessório: um par de sapatos de salto alto. Pediu que eu os colocasse também, seria sua fêmea naquela noite. Assim, o fiz. Lá estava eu, uma mulher pálida, fina, de renda, exposta na cama. E lá veio ele por cima de mim, enfiando as mãos sedentas por baixo da roupa íntima, penetrando-a, os delicados tecidos se contrapondo, uma glande texturizada em flores negras de fios. Até que ele afastou a calcinha, passou saliva no cacete, enfiou em mim com rudeza, esquecendo o preservativo. Ele socou seu pau em mim e, pronto para gozar, o tirou do meu traseiro e esfregou o tarolo na minha roupa, até sua porra preencher cada pontilhado da renda. Rolamos no chão empapados no nosso leite.
Jazemos no taco frio por alguns minutos. Seu olhos novamente percorreram meu corpo, minha roupa, meus cabelos. Ele estendeu os braços e as pernas, até obter a forma de uma estrela. Ordenou que eu pisasse nele. Como pisaria em alguém frágil como aquela figura, com os ossos à mostra? Uma sensação de ira me tomou, levantei abruptamente, chutei sua coxa. Ele estremeceu, um sorriso despontou no canto da boca. Novo chute no antebraço. A ponta fina do sapato estralando suas articulações. Seu prazer se intensificou. Agarrei seus cabelos, a cabeça suspensa, lambi seus lábios. Soltei. Um estampido do crânio batendo no chão. Fechei a mão, soquei-lhe a boca. Um fio de sangue brotou em gotas cálidas. Me ergui, e fiz de sua pele o meu tapete. Caminhei sobre ele, cuspi na sua cara. Tirei a lingerie e enfiei vagarosamente em sua boca. Vesti minha roupa, deixe-lhe um beijo. Seu corpo pisoteado no quarto, retirei as flores que haviam num vaso ao lado da cama. Fiz-lhe um pobre manto de gérberas alaranjadas. Parti.
:: Rizito 8/13/2002 11:46:00 AM [+] ::
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