:: EDP - Erotic Dreams Project ::

This blog contains some of my daily thoughts... As I usually think about sex, then I called it EDP. Hope you have A LOT of fun...
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:: Thursday, July 04, 2002 ::

Sempre tive muita dificuldade em lidar com perdas....
O que mais me assusta na vida não é pensar na morte inevitável das pessoas que amo, mas me lembrar de momentos felizes que já vivi e jamais retornarão para mim.
Como fui criado aprendendo a doutrina espírita (ainda que não a pratique mais), sempre acreditei que iremos para algum lugar quando se findar nosso prazo no plano terrestre. Logo vou reencontrar todos que por infelicidade se forem antes de mim.
Agora, e aquela noite formidável sob a lua com o "Falecido"? Apenas o descampado, a grande bola prateada, o céu limpo e nós? Como reavivar um amor que se foi, se esvaiu no tempo e no espaço? Para onde foram as frases que pronunciamos, os abraços, os olhares ternos, para onde foram? Onde se esconderam? Eu os quero de volta! Não é possível que a minha memória, tão humilde e frágil, seja o único receptáculo para pérolas tão lindas e tocantes. Não acho justo.

Quando criança, desejava ter uma caixa... Uma caixa preciosa onde pudesse guardar todos esses momentos, como numa galeria, uma sessão de fotos animadas que, ao serem retiradas da caixa, reavivassem a labareda que brotava em meu coração, e pudesse brincar de ser feliz de novo, como naqueles dias. Assim como desejei falar com Deus personificado, uma pessoa ali, fisicamente presente para cobrir meu sofrimento de bálsamos, clarear minhas dúvidas e ninar a criança que eu para sempre seria. Sonhos que se perderam no tempo e sempre ressurgem, insistindo em me perseguir...
:: Rizito 7/04/2002 06:34:00 PM [+] ::
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Estou com saudade do desejo que já sentiram por meu pênis...
Minha estima anda estilhaçada como um carro que se choca em um poste e aguarda por socorro, mas seus integrantes sangram. Assim como nos relatos de pessoas que já passaram pela experiência de estar entre a vida e a morte, queria apenas observar minha existência de longe, analisar meu físico, meu psíquico, pesar meus desejos.
Talvez tenha transferido todo o desprezo alheio que tenho sentido para uma única parte de meu corpo: meu pau. Eu o observo rijo, tento desvendar o prazer que sentiria em chupá-lo... e o acaricio, o estimulo até o limite em que o gozo explodiria, e o impeço de chegar, tento prolongar o êxtase, buscar a inocência há tanto perdida, quando descobri que o desconforto estranho qua sentia em chacoalhar incessantemente meu pênis traria um momento de nirvana único, exclusivo, egoísta até. E descobri a delíca de me lambuzar com aquele líquido viscoso, quente, caldaloso.
Durante toda a minha adolescência, nunca dei atenção ao meu pênis. Ele me servia apenas como a ferramenta que me proporcionaria momentos mágicos de excitação, mas jamais fiz apontamentos sobre seu tamanho, comprimento ou qualquer outro aspecto. Perdi muito tempo me negando, negligenciando certas virtudes somente agora reconhecidas.
Hoje me agrada lembrar de momentos como o vivido com o radialista em sua área de serviço.
Estávamos "nos conhecendo" (se conhecer é uma boa desculpa para evitar assumir um compromisso sério e verdadeiro, não é mesmo?). Morríamos de tesão um pelo outro, gostávamos de explorar nossos corpos. Foi ele quem me ensinou que podia sentir muito prazer penetrando alguém, fodendo ativamente. Jamais qualquer de meus amantes me dera tal incumbência, talvez pelo meu aspecto frágil e até feminino.
Era uma noite em que nos reunimos para comemorar seu aniversário. Fomos para um restaurante, nos divertimos e pregamos peças nos garçons, e terminamos a noite em sua cobertura - nós e um casal de amigos (heterossexuais) dele. Como seu amigo vivia com a mãe e não tinha dinheiro para levar a namorada para um motel, ele utilizava a sala do radialista como tal. E nós, dilacerando de tesão, não podíamos vivenciar momentos de prazer a sós.
Diante da presença dos dois bem animados na namoradeira negra e aveludada da sala de estar, fomos nos beijando até a cozinha, passando em seguida para a área de serviço. A visão da torre da MTV, deslumbrante através da janela de sua cozinha, me deixava ainda mais maluco de vontade de trepar com ele, subir em seu pau, devorá-lo e depois abrigá-lo pulsante dentro de mim, fixando aquele momento na eternidade.
Sem esperar, ele abriu a braguilha da minha calça, os dois já meio embriagados de whisky, e começou a sugar meu órgão de pedra. E o fez com tanto gosto que o prazer emergiu de um halo branco formado na minha adolescência, tomou conta dos meus pensamentos, emitiu ondas de calor que eriçavam cada pêlo do meu corpo. Seus movimentos eram frenéticos, irregulares, e a sensação de dominação era a mesma de quando ele me possuía por trás, porque de alguma forma estávamos em sintonia perfeita, já nos tornávamos apenas um ser, ligados por uma barra orgânica e inflada de prazer. Naquele momento descobri como era extraordinário ter alguém me sugando, me engolindo, querendo minha essência, degustando cada mísera gota precendente à explosão que já se pronunciava.
Às vezes sinto saudades do radialista. Assim como de todos os meus amantes. Como já não o tenho fisicamente dentro de mim, trago sua lembrança como um plasma que é injetado em cada célula de meu corpo e a nutre, fazendo com que ainda sinta seu cheiro, seu gosto, nos dias de frio que maltratam São Paulo, o mesmo frio que vestia nossas almas quando éramos felizes juntos.
:: Rizito 7/04/2002 06:13:00 PM [+] ::
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:: Wednesday, July 03, 2002 ::
Sou um cavaleiro de brinquedo.
Adoro cavalgar,
E sempre instigo minha cavalgadura
A correr mais e mais.
Como sou feito de plástico,
Tenho pernas arriadas para montar,
E preciso de um encaixe para me segurar no cavalo.
Adoro procurar o pino que vai me dar apoio.
Às vezes preciso manipulá-lo para que fique firme,
Me seguro com força, prendo o pino entre minhas pernas.
Me afundo nele, com força e vontade,
Sinto-o encaixando em minhas entranhas,
Pois sou plástico maleável e macio.
Faço o possível para que toque meu centro.
Às vezes cambaleio, mas então me apóio
Mexo, remexo, rebolo e sinto
O pino impassível dentro de mim.
É o meu apoio...
De tanto estimulá-lo, eu o torno quente
Muitas vezes eu o derreto
Tornando-o pastoso até que se desfaça
E sou obrigado a mudar de cavalo
Os pinos variam de diâmetro e comprimento
Gosto dos grossos,
Que forçam o encaixe,
Me destroem as entranhas,
Porque o prazer de cavalgar
Está na dor do encaixe dos pinos
E na velocidade do trotar do cavalo
E em saber que sempre
Terei cavalos para brincar
:: Rizito 7/03/2002 12:45:00 PM [+] ::
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:: Tuesday, July 02, 2002 ::
Nessa fase de recolhimento em que me encontro, sem muita galinhagem, parei para me olhar mais. Há tempos não me observava. Então todos aqueles questionamentos de ontem, sobre atributos físicos que gostaria de ter, deram lugar à análise minuciosa de cada parte do meu corpo.
Já não sabia mais como estava minha bunda. Sim, porque nesse meu engorda emagrece (mais emagrece que engorda, diga-se de passagem), a primeira parte que muda é o traseiro. Me lembro de ter perdido muitas cuecas quando comecei a tomar remédio para abrir o apetite, e fiquei muito feliz (é muito bom ter um bumbum suculento!). Hoje ele está caidinho (volto para a ginástica na próxima semana, sem falta), continua branco como cera, mas é simpático. Não curto muito minhas inúmeras pintas, mas as do bumbum em particular são bem atrativas e já renderam alguns comentários... hummm... bacanas! Minha bundinha lembra a de um bebê e é acetinada, que bom! Ao menos isso, já que ela é miúda :)
Minhas pernas não têm jeito: são finas como as de uma saracura. Adoraria ter pernas grossas e peludas como as de meu Sex Machine. Não gosto de olhar para as minhas, são feias e tortas. A única vantagem é que são flexíveis. Pelo menos para certas coisas....
Meu tórax, então... Bem, não vamos falar sobre isso! Aliás, chega de falar do meu corpo. Eu até chegaria a outras partes que gosto, como olhos, boca e mãos, mas sinceramente nem elas estão me inspirando hoje.
O que leva um homem a se sentir atraído por mim? Acredito que muito antes do físico, que está aquém às expectativas de muita gente, a transparência é uma das virtudes. E meu despojamento - sim, me acho despojado. Faço o possível para que o blind date se torne um acontecimento natural, como que se tivéssemos nos encontrado por acaso. E isso dá certo.
O físico pode vir como um complemento para aqueles que gostam de caras com aparência de novinhos, infantis. Ainda que muitas vezes eu me sinta um velho de 500 anos, mais precisamente uma múmia!
Ao contrário do que você pode pensar, não estou depressivo. Mas creio ser pertinente se indagar sobre esses aspectos once in a blue moon.
:: Rizito 7/02/2002 01:07:00 PM [+] ::
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:: Monday, July 01, 2002 ::
Quero ter bunda! E peitão sarado, e bíceps torneados, grossos, côxas suculentas, ser lindo, gostoso, poderoso! Cansei dessa minha aparência frágil, pueril, "fofa"....
Às vezes, encarnamos imagens que não correspondem à nossa realidade. Pois bem: sou um vulcão, prestes a entrar em erupção sempre que paro para imaginar um pênis ereto, um tórax peludo, costas largas e côxas grossas. Quero devorar esses homens todos, mas ao mesmo tempo preciso me sentir desejado por eles.
Sempre noto os olhares que as mulheres despertam nos homens heterossexuais. É um olhar sacana, que desnuda, sodomiza seus alvos. Um homem consegue facilmente imaginar uma mulher de quatro, seu pau entrando e saindo dela, sua porra jorrando sobre seu traseiro, até que ele se deita sobre ela, toca-lhe os mamilos, lambe-lhe a nuca. É este olhar que desejo.
Talvez isso esteja muito banalizado no mundo gay. As mulheres se retraem e se impõem um pouco mais, não entregam o jogo de primeira. Será essa a fonte do fascínio que exercem sobre os homens?
De qualquer forma, quero esse olhar. Gosto de sentir um homem excitado por minha causa. Gosto de imaginar o que ele fantasia comigo, como ele me foderia, se puxaria meus cabelos e estapearia meu traseiro, se gozaria na minha cara ou me preencheria com sua porra.
Meus traços são delicados, mas meu coração é selvagem.
:: Rizito 7/01/2002 06:17:00 PM [+] ::
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:: Sunday, June 30, 2002 ::
Não tem jeito: entrei numa fase introspectiva, mesmo. Dei o bolo num monte de gente, fiquei dormindo no jogo final da Copa (somos pentacampeões, claro), estou com preguiça até de tirar o pijaminha... Vergonha total! Bom, isso tudo é reflexo da fase galinha que estava... estou... vivendo. Sei lá se ainda estou nessa fissura, mas a verdade é que não posso viver sem sexo. Aí, quando conheço alguém, me atiro de cabeça, sem saber o que vou encontrar lá embaixo. E tenho me machucado nessas minhas atitudes kamikazes. Sem contar que tenho desligado meu senso seletivo, qualquer coisa tem passado, ultimamente. Estou me desvalorizando de um tanto que nem eu me reconheço mais. Me tornei o fácil, o "ficável", o "comível". Um horror, isso... Depois me sinto um lixo, a personificação do preservativo que meu parceiro utilizou. Um depósito de sêmen, é o que me tornei...
Tenho chorado em cascatas, também. Até anúncio de margarina tem me feito chorar. Não posso ver um par de gente feliz e me acabo de chorar. Ainda mais hoje, que o dia está lacrimejante por si só! Como diria a minha amiga Dani, "Nusga!!!!".
Por outro lado, estou feliz porque a deprê já passou. Sou instável como a Lua: se agora choro um balde, daqui a cinco minutos posso estar tendo convulsões de rir. My therapist used to love it.
Preciso pedir desculpas para uma dúzia de amigos, definir alguns projetos para o próximo ano, driblar a matéria que pode me fazer jubilar na pós. Imagina eu, um jubilando? Nem fodendo, vou ter que me matar de estudar em quanto é tempo, ainda que com FALTA de tempo!
:: Rizito 6/30/2002 11:22:00 PM [+] ::
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